sábado, 9 de abril de 2011

A tentatividade real - hohohoho

 Sexta à noite. Outoninho.Sem filhos.
 Tá blogando porque mulé? Não tá dando, pós jantar à luz de velas por quê?    

 Sei que tá rolando a blogagem coletiva sobre maternidade real. Adorei, li tudo e até contribuí antecipadamente com meu sonho suadinho (brigada  mister Jung pelo inconsciente coletivo). hohehahuajeshuakk - odiou essa minha risada? eu também.

 Mas vamos falar da vida real?
 De uma moça-menina-mulher-balzaca?

 Tá. Posso falar no máximo sobre a minha vida real.
 E nela, hoje:
- fiz um belo arroz de puta, apimentadooo
- tô mais feliz que pinto no lixo pq tenho (desde segunda) uma ajudante que vem 3, eu disse 3! vezes por semana na minha casa, que  tá parecendo uma UTI de tão limpa.
- tem uma fulaninha, incompetente e antiética falando mal de mim profissionalmente (pq é chinelona, desequilibrada e recalcada - que fique aqui o registro)
- tomamos, ok, tomei quase solita, una botella de vino ( e ele é o elixir da felicidade!)
- prefiro transar quando acordo, o que não significa necessariamente de manhã.
- blá blá blá blá blá blá  (o vinho tá peganuuu)

 Essa sou eu. Hoje, sem máscaras.
 Adoraria a cia de algumas de vocês pra bater um papo, tomar um vinho e comer um chocolate.
Isso! Vou pegar um chocolate!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Durmo, logo sonho

Pois é, pois é , pois é
Quem me conhece sabe o quanto sou boa de cama. Durmo que é uma beleza. Sem estresse quanto a barulho, luzinhas, cama diferente... e é raro um problema me tirar dos braços de Morpheu.
A única restrição é o meu relógio biológico, que não contribui pra que eu durma cedo, desde criança.
Sou totalmente morcega,  amo dormir de manhã, embora o mundo me taxe de preguiçosa (rá, quero ver essa gente funcionando de madrugada tão bem quanto eu. São uns chatonildos que antes da meia noite já tão bocejando no barzinho).
E de manhã, juro que minha cama (ou é o marido?) me abraça, joga a pena por cima de mim e fala no meu ouvido de mansinho  "aah, fica mais um pouquinho... só mais umas horinhas..."

Enfim, tudo isso pra dizer que AMO dormir e sonho que é uma beleza. Meu inconsciente é um super roteirista, diretor, figurinista, continuista... são sempre tantas emoções (das melhores e das piores)!

Pra vocês terem uma idéia já sonhei que eu era uma sacola plástica que voava pela cidade.
Já sonhei que eu era a Maya daquela novela indiana (afff, nem via a novela, mas confesso que foi ótemo ser a Juliana Paes por uma noite, com o Raji ainda. Arebaba!).
Já sonhei que eu e o Cid Moreira fomos brutalmente assassinados -  eu levei um tiro na nuca que atravessou minha cabeça e pegou no meio da testa do Cid - que estava dentro da televisão, apresentando o Jornal Nacional.
Fora os sonhos mais profundos, que acredito que possam até ter sido viagens astrais mesmo...

Pena que na maioria das vezes esqueço o sonho assim que levanto.
Mas tá, essa noite lembro que sonhei que tava indo morar num Kibbutz em Israel (não tenho origem judaica) e depois, num outro sonho eu tinha um bebezão - siiiiim, de novo o baby papo, porque afinal de contas, sobre outras coisas eu falo o dia inteiro em outros lugares.

No post anterior em contei que já tive alguns sonhos em que eu era mãe. Todos foram bem intensos. Ou eram desesperados, ou ansiosos, ou horripilantes, amorosos, apaixonantes, felizes...
Pois bem. Nesse, o bebezão tinha perto de um ano (talvez um pouco mais) e tava no meu colo. Sei lá pra onde a gente tava indo. Sei que o marido ia na frente, carregando algumas coisas e me apressando e eu ia caminhando meio destrambelhada, cansada, desarrumada, segurando o nenê e mais umas bolsas. Aí o nenezão simplesmente puxa meu peito com tudo pra fora da blusa e começa  a mamar. Não tava esperando aquilo naquele momento, meu tronco foi pra frente, desequilibrei, quase caí. Aí me recompus, ajeitei o peito e o nenezão e seguimos caminhando e mamando e seguindo o maridão, apressados pro tal destino que não sei qual era.

Acho que esse sim, foi o sonho mais bizarramente real que já tive sobre maternidade. Não tinha glamour, euforia, nem desespero, medo, nada. Eu tava meio suada, o nenezão era lindo mas tava meio sujinho e com fome. Eu sentia que a fralda tava cheia. A gente tava com pressa, carregando coisas, depois de um dia cheio de não me lembro o que, indo pra sei lá onde. Era uma cena comum comum do dia a dia do povo brasileiro.
Diferente de qualquer comercial de família feliz, e isso não quer dizer que não éramos felizes. Mas não era um momento encantado. Mesmo.

De tarde, quando lembrei do sonho eu ri.
E agora tô rindo de novo.

E pra não dar nenhum tom profético pros meus sonhos maternos dos últimos tempos:
hoje eu menstruei.
Bem no dia dos bobos!

E sabe qual foi a minha reação?
Eu ri!
Ri com vontade, porque as vezes eu acho tudo muito engraçado!
                                         
:D







segunda-feira, 21 de março de 2011

Momento recaída

Sim, sim... eu sei que falei que ia tirar a camiseta de tentante. E tirei. Tô praticamente de topless (safadenha).
Mas isso não quer dizer que eu não pense mais em ter um filho. A diferença é que esse não é o único pensamento que reside na minha cabecinha (viva!) e que não fico mais olhando o calendário, contando e recontando os dias.
Entretanto, o que acontece é que mesmo que eu não pense, eu sonho!
E fazia taaanto tempo que eu não sonhava com isso...

Esse final de semana eu sonhei. Na verdade eu lembro de uma cena bem curtinha: tava o marido sentado no chão do quarto,com nosso filho no colo, fazendo aquelas brincadeiras de fingir que vai deixar o bebê cair, que eles adoram, sabe? Então eu chegava e entrava na brincadeira, apertava e beijava aquele bebê imensamente fofo, que ria, ria. E a gente também ria, no melhor estilo de propaganda de banco (repararam que as atuais famílias felizes não tem mais comido margarina?)
 Ai, ele era tãão lindo. Mega bochechudo, gordinho, só de fralda. Delícia cremosa! E eu amava tanto ele!

Não acordei triste, nem feliz, nem nervosa, nem irritada... só com uma sensaçãozinha boa.

Aí agora o o sonho voltou na minha cabeça,  e lembrei exatamente do cheirinho, da carinha dele, era um menino de uns 6 meses, no auge da fofurice, cheio de dobrinhas e celulites. nham nham nham

Não costumo sonhar que sou mãe e acho que de sonhos bons, contando esse, tive só 3.

Antes eu sonhava bastante, mas eram sempre sonhos bizarros. Isso na época que não queria ter filho logo.
Em um deles eu tinha um bebê tão, mas tão pequeno que eu carregava numa caixa de fósforos, dentro da bolsa pra não esquecer. Meio David Lynch.
Em outros eu acabava esquecendo o pobre rebento, horas ou dias sem mamar, trocar, pegar, olhar. Um horror! Aqueles pesadelos horríveis! Alguém perguntava dele e eu lembrava: meu deus! é mesmo! tinha esquecido!!  e saía correndo, morrendo de culpa e medo do que poderia ter acontecido.

Quando tive o primeiro sonho bom, foi muito bom. Era muuuito amor! E eu acordei louca de saudades daquele bebezinho.
Acho que foi por essa época que resolvi que queria engravidar. Pensei bastante, o desejo foi crescendo, conversei com o maridão e resolvemos deixar rolar.

O segundo sonho bom foi quando eu tava grávida, mas já desconfiava que as coisas não iam bem. Aí era uma menininha recém nascida e eu tava tentando amamentar. Minha mãe e minha vó tavam junto, me ajudando, até que eu consegui, acho que levaram alguns dias, não sei ao certo. Esse sonho foi bom, eu amava  muito a bebezinha, ela era super saudável, mas tinha uma angústia e uma mensagem de esperança estranha, que não sei explicar. Deve ser pelo momento que eu tava vivendo. Mas era como se dissesse que mesmo não dando certo daquela vez, daria certo um dia.

Depois nunca mais tinha sonhado. Até esse sábado!

O bom de conseguir focar em outras coisas é ser pega de surpresa por esses sentimentos e se deixar levar um pouquinho...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Você tem medo de dizer eu te amo?



Esse videozinho é velho, mas não é a coisica mais fofinha do mundo?

O que é a carinha dele de surpreso no final?

Ai, esses meninos, tsc tsc tsc

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eu atraio loucos!

Eu já li sobre isso em vários blogs e agora chegou minha vez!

De vez em quando dou uma olhada naquela parte das estatísticas pra ver a quantas anda o movimento do brógui. Mas nunca aparecia nada naquela parte das palavras chave.
Eis que agora tá aparecendo. E eu me diverti bastante!
Tentei entender a lógica do google, mas desisti. Vai ver a lógica dele é a mesma que a minha, ou seja, praticamente nenhuma.

Mas bem, vamos lá!
Alguéns (bem estranhos) chegaram até aqui pesquisando coisas assim:

  • imagens de manicure - só se for imagem mesmo. assim ao vivo, de carne, osso e alicate de cutícula, faz tempo que não vejo...
  • o que era seu agora é meu  - ei! quando eu disse isso? credo!
  • jogo do copo pra saber se vou ter muito dinheiro  - olha, não lembro do Ulysses Guimarães ter comentado a respeito...
  • ontem pensei que a maldição - hua hua hua hua hua  (pensa num tom de bruxa, tá?)
  • você apareceu como um anjo em minha vida e mudou ela  -  ufa, essa tá breguinha, mas deixou o clima mais leve!  
  •  meu primeiro amor eu sei que o vento levou -  o vento? tem certeza que foi o vento? hum, sei não...
  • tenho que pular quatro - ei espera, não vai ainda! quatro o que? pra que? é simpatia pra engravidar? conta aí!
  • enfiei pipoca no olho - qual olho? er, bem, hum... ok. não precisa contar.


O Senhor Google considera o Agora eu era... um blog meio pesadinho, né?
Tirando a manicure, podemos dizer que ela tá até meio sobrenatural.

E eu que tava achando que essa história de blog tinha perdido a graça...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A volta da que não foi

É eu sei que sumi daqui e nem sei se quero voltar.

Explico. Essa vida de tentante, esse termo "tentante" não é pra mim. Nada contra a classe, muito pelo contrário. Mas eu sou muito mais do que isso (e todas são). Se fico nesse papo, se não largo essa cachaça, fico louquinha da Silva. E eu não sabia disso até me olhar no espelho e quase não me reconhecer. Até olhar a parte de calendário da minha agenda do ano passado e ver os dias contados e recontados. Até começar a me achar a pessoa mais chata do mundo. Até começar a me achar infeliz por não ser mãe.

Ah não! Infeliz eu nunca fui.

Stop Ferna! Stop!

Foi bom (e ruim, mas foi bom sim, confesso) enquanto durou. Mas não dá mais.
Não pode ser esse o assunto que domina meus pensamentos full time, porque eu não sou assim e nem quero ser. Porque há muita coisa acontecendo além da minha vontade de ter um filho.

Por isso e por outras coisas, os primeiros meses desse ano foram os mais diferentes de todos os primeiros meses dos anos já vividos. Passei por uma crise braba, daquelas de rever tudo na vida. E fiz do limão uma caipirinha. Só espero não ter uma ressaca braba.

Sabe aquele papo de curtir a vida adoidada antes de ser mãe? Então. Tô no clima. E tá sendo bem divertido e natural. Aquela alegria, empolgação que eu tinha antes de engravidar, voltaram. De uma outra maneira.. Mas acho que minha fase blasé 2010 passou. Ufa!

2010 foi um ano estranho. Muita coisa aconteceu dentro de mim, mas por fora, tenho a sensação de que ficou tudo em stand by. E na verdade não ficou né? O mundo gira...

Então, chegou a hora de reassumir as rédeas da minha vida (e agora me imagina em cima do cavalo de fogo, aquele do desenho que passava na Xuxa)


E embora esse texto pareça bem resolvido (ui, parece?), digo que não foi uma decisão fácil.
Enxergar doeu, decidir doeu e agir não é das tarefas mais simples. A gente se acomoda até no sofrimento...
Mas é que nem quando o sedentário (tipo eu) resolve começar a fazer exercício. Nos primeiros dias dói, é bem complicado descer escadas, mas a dor é boa, lembra que veio do esforço e que se tiver persistência vai valer a pena.
Ok, eu percebi que essa metáfora tá bem boboca, mas eu fiquei quase dois meses sem postar nada. Releva...

Obrigada, de coração, as meninas fofas que me mandaram recadinhos, e mail, perguntando se tava tudo bem. Fiquei toda felizinha!

Volto a escrever quando tiver assunto, mas estarei por aí, visitando vocês (na verdade sempre estive).

domingo, 23 de janeiro de 2011