sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Metamorfoseando

Assim que me sinto o tempo inteiro. 

Ô seu 2011! Quanta coisa, meu rapaz!

Tenho tanto movimento dentro de mim que tenho até um bebezico que não para de mexer e me deixar feliz e apaixonada.

Penso tanto, sinto tanto, faço tanto, que juro que tô tendo muita dificuldade em me expressar. 

Leio tanto, escuto tanto, respiro tanto, tento tanto, me supero tanto, planejo tanto, mudo tanto de ideia que nem tá dando tempo de me acostumar comigo, que já sou outra.

Tá tudo mudando. 
Dentro de mim e fora. 
Meu corpo, minha casa, minha vida.

E na mesma intensidade que me emociono com o mundo, nada parece ser tão sério.

É, tô assim.
Não vou nem reler o que escrevi, com certeza não é o que eu escreveria agora, nesse instante.




quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tem um gurizinho crescendo dentro da minha barriga :D

É, o título é auto explicativo.

Tá confirmadíssimo!
É um gurizinho de 16 semanas e 16 cm.

É o Bernardo!

E o amor vai tomando forma, ganhando nome, cores e novos sabores...

E eu fico imaginando que ele vai fazer pipi em mim quando eu estiver pronta pra sair e for só trocar uma fralda, rapidinho.
E me divirto, muito!
 :)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

tão bonito, né?

Ah ...o amor.


Tão lindo ver ele crescendo a cada dia... Enquanto a vida segue, enquanto o mundo gira, bem aqui dentro de mim acontece a coisa mais importante e maravilhosa que pode existir no mundo.


Ontem  fechamos 15 semanas, estamos curtindo adoidados o segundo trimestre!
Esses tempos fizemos a eco morfológica para rastreamento de doenças cromossômicas (pausa pra um golinho de água) e tá tudo lindo. O baby não parou um segundo, fez todas acrobacias e evoluções aquáticas possíveis e imagináveis. Demorou um tempão pra médica conseguir tirar as medidas porque o fofo tava a mil. Que fase bonitinha né? Tudo perfeitinho, formadinho, cinco dedinhos... em um ser tão pitico!


E o palpite da médica é




MENINO!


Fofo, fofo, fofo.

Nós acreditamos, já me considero mãe de guri! Já tô apaixonada. Já tenho algumas roupitchas, só olho coisas másculobaby.
A doc não deu 100%, mas dizem que é mais fácil errar quando pensam que é menina. Veremos.
Nunca tivemos preferência, mas a coisa toda ficou mais real depois que começamos a imaginar o gurizinho. Já chamamos ele em casa pelo nome e vai ser uma surpresona se for menina.

Eu tô me sentindo ótima. A barrigola tá começando a tomar forma. Com roupas justas dá pra ver bem, mas com blusas mais largas ainda dá pra disfarçar que sou uma gordjenha com barriga de chops. Não que eu queria disfarçar, bem pelo contrário. Tô amando a ver a pança crescer.

Comecei a fazer Yoga, num grupo de gestantes e tá sendo super legal. Tô bem animada!

Agora é tempo de preparar o ninho. Achar gente pra reformar o apartamento (afff, canso só de pensar nisso, já tá sendo uma saga encontrar um empreenteiro que consiga cumprir o prazo, imagina só quando iniciar, a quebraçada...), começar a decidir o que é importante pro enxoval, pesquisar preços, pensar no quartinho...



... ah, o amor.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Desde o princípio

Imagem daqui


Depois do texto tenso, voltei pra fazer umas considerações sobre minha avançada gravidez de 8 semanas e 3 dias.
Vamos lá, fazer uma recapitulaçã dos primeiros momentos, pra não deixar o tempo levar...

Bueno, o mês de julho foi um mês super divertido pra mim, eu tava realmente me sentindo bem. Tive umas fériazinhas forçadas, porque meus pacientes - crianças com dificuldades de aprendizagem - tiram férias, logo, suas dificuldades (na cabeça doida dos pais) também resolvem dar um tempo. 
Aí que a moça que vos fala e que nem gosta de sair, assistir showzinhos, encontrar amigos, tomar umas cervejinhas artezanais e umas tacinhas de vinho sijogou com força na diversão. Duas semanas sem precisar acordar cedo, com o friozão que tava fazendo... Xiiii. Uma beleza.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Só love, só love.

Tinha desencanado mesmo de engravidar. Ia fechar um ano da curetagem, já tinha feito exames mil pra ter certeza que tava tudo bem. E tava. Ia vir quando tivesse que vir.
Os sintomas de tpm já tinham dado as caras, peitãzão, gazes, essas coisa linda toda.

Aí eu o marido fomos passar um fim de semana em Riveira, no Uruguai, pra abastecer a adega e necessaire da Heleninha Hoitmann aqui. Sim, compramos váárias garrafas de vinho, espumante, vodka absolut (que riem da minha cara toda vez que passo por elas).

Uns dias depois, comecei a pensar na possibilidade de ter engravidado. Os peitões seguiam doloridos, eu sentia umas pontadinhas esquisitas no ovário, e o principal, a menstruação  ainda não tinha dado às caras. Mas já tinha confundido tantas vezes...  não dei muita bola.

Voltando do trabalho, num lindo dia com solzinho de inverno, sei lá o que me deu, que abri um sorriso e pensei: é,  tô grávida. Passei na farmácia e comprei um testezinho.
Nessa noite, abri a garrafa de vinho mais cara que compramos e tomei uma tacinha, num clima de despedida. Chamei o marido pra sair e fomos ver o show de uns amigos. Dancei enlouquecida, cantei de ficar rouca (mas não bebi mais nada viu? só aquela tacinha mesmo.) Chegamos bem tarde em casa e capotamos.

Acordei umas 8 da manhã, explodindo de vontade de fazer xixi. 
Pensei : o teste. diz que tem que fazer com a primeira urina. mas eu tô com sono. mas se eu não fizer agora só amanhã. 

E fiz.

E a segunda listrinha apareceu. Tímida, sonolenta, mas bem nítida.

Pensei: uau. que loucura! tô grávida. que sono. vou dormir e quando a gente acordar eu conto pro marido.

Aí quando vi, tava com a cara a 3 cm do marido, 
que abriu os olhos e disse assustado: o que tu quer?
eu: tô grávida. deu positivo.
ele (sorrindo): sério "X" (apelido carinhoso e vergonhoso de casal)?
eu: sim!
ele: sério "X"?
eu: sério!
ele: sério "X"? ad infinitum...

Me deu um beijo, me abraçou e disse: vamos dormir.
eu: vamos.
Uns 15 segundo depois, ele diz: eu fecho os olhos e fico imaginado teu sorrisão.

E lógico que não dormimos mais. Ficamos horas ali na cama, abraçados, felizes, em pânico, apavorados, serenos, pensando em nomes, características, planejando coisas, pensando no quanto nossa vida ia se transformar, falando besteira, rindo à toa.

Não foi como imaginei. Foi a nossa cara.

XXXXXXXXXX

Agora sobre sintomas e transformações do meu corpo até hoje. 

- Na quinta e sexta semana, sentia uma cólicas bem parecidas com menstruais. Já não sinto mais.
- Peitos grandes e doloridos (desde antes do atraso)
- Meu humor variou bem variado. Tive umas crises de raiva e ódio dignas de serial killer.
- Muito xixi, principalmente durante a madrugada. Coisa de levantar 4 vezes.
- Enjôos leves, sobretudo depois de comer (a gordjenha não vai deixar uma refeiçã passar em branco). Só vomitei uma vez até agora.
- Vontade de comer coisas que eu não gostava (presunto, bacon...)
- Mais vontade de comer coisas saudáveis
- Não consigo comer grande quantidade.
- Sono.
- Não consigo ler, assistir notícias ruins. Simplesmente não consigo.
- Muita dificuldade de concentração. Déficit de atenção total. Não consigo terminar nada, perco a paciência e começo outra coisa que não termino e assim sigo...
- Já guardei um lençol na geladeira e levei o telefone sem fio na bolsa.


Acho que é só! Nem acredito que consegui terminar!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Das surpresas da vida

Um dia depois de ter escrito o último post, destilando amor e confiança, cheguei em casa do trabalho e resolvi dormir, antes que tivesse um ataque de sono andando por aí, no estilo Macunaíma.
Acordei umas quatro horas depois, com muita dificuldade, só levantei porque caso contrário faria xixi na cama. Cheguei a desejar uma fralda geriátrica.
Pois bem, fiz xixi e quando fui me limpar: a última coisa que uma grávida merece ver - sangue.
Não era uma hemorragia, "só" sujou o papel, mas sujou bem o papel. Umas 2 vezes, depois parei de olhar. Era vivo, igual menstruação.

Nem sei o que senti. Falei "ah, não" e liguei imediatamente pro marido, que tava trabalhando e só disse "tô indo, fica calma, tô indo".
Aí resolvi ligar pra médica, que me tranquilizou (mentira), mas que disse pra eu ficar em casa, deitada e esperar pra ver se o sangramento continuava ou aumentava e só assim ir ao hospital. Que eu tinha feito a eco um dia antes, tava tudo bem, sangramentos podem mesmo acontecer no primeiro trimestre, que o que deveria ser feito eu já estava fazendo (usando progesterona, por precaução), bláblábláblá wiskas sachet.

Eu confio muito na minha médica. Ela é super competente, atenciosa, cuidadosa (não deixa nada passar em branco) e temos um vínculo muito forte, por ela ser mãe da minha melhor amiga. Então, obedeci né. Com o coração na mão.

Olha, nem sei dizer bem o que senti esses dias. Foi um balaio de coisas, como decepção, sentimento de injustiça, medo, tristeza, incredulidade, preguiça, e uma calma estranha, que garantia que tava tudo bem. Poxa, eu tinha acabado de ver meu filho!

Fiquei de repouso total, deitada, ganhando mimos, chocolate, filminhos, comidinha de mãe e dando ordens, até hoje, quando fiz outra USG.
Claro que tava com medo, mas ao mesmo tempo não tava. Estranho o jeito que me comportei esses dias...
mas o que vale mesmo é que meu bebezinho tá lindo e saudável. No auge das suas oito semaninhas cresceu meio centímetro e coração segue dando ritmo e suíngue à minha vida!

Foi ruim, bem ruim tudo isso, mas percebi o quanto essa pequena vidinha já me modificou. Em nenhum momento me desesperei. Claro que cheguei a sentir medo, aliás parecia que eu devia estar com medo, mas no fundo eu não tava. Eu acreditava na vida do meu bebê, só tinha medo de estar me iludindo.
Mas não tava. Era o instinto materno, dando o ar da sua graça!

Na saída do exame passamos numa livraria e ganhei um livro do maridôncio, "O que esperar quando você está esperando". Querido!

No fim o sangramento ficou sem explicação certinha. Tá tudo bem bonitinho, sem hematoma nem descolamento. Foi só o primeiro de muitos sustos que esse meu filho vai nos dar!
E essa história toda me deixou com um sentimento tão bom. Embora tenha reforçado o quanto as coisas fogem do meu controle, me sinto mais plena, mais madura, mais conectada e poderosa.

Sinto que tenho o rei (pelo menos o meu) na barriga!





quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ai ai !

Hoje com certeza é um dia especial. Posso dizer que o mais especial da minha vida até agora.
Fizemos hoje a tão terrível e temível e assustadorível primeira ultra da gravidez (pareço traumatizada o suficiente?).

Mas dessa vez foi tão linda!
Como pode?
Ele tava lá! Nosso bebezico, exibindo um centímetro de bochechas e dobrinhas irresistíveis  manchinha e coraçãozinho a mil na tela do USG. E o barulhinho do coração, minha gente? Certo que era código morse e queria dizer " te amo mamãe mais linda do mundo". Que bebê esperto!
Que orgulho! Tá aqui, na minha barriga. Meu filho. Crescendo e se desenvolvendo lindamente como tem que ser.

Tá tudo ótimo por lá (ou por cá, como queiram). Enchi a moça doutora de perguntas. Ela chegou a perguntar se eu era médica. hohoho
Médica não, só bastante tensa e informada.

Ele é tão pitico, mas o amor e a felicidade que me invadiram é tão grandão!
Ficamos, eu e o pai da manchinha, com cara de bobos, olhos molhados, sorriso boboca mesmo.

Sei que ainda estamos na 7ª semana, tem muita semana ainda pra terminar o primeiro trimestre. Mas agora sim eu sei que vai dar certo. Eu sinto. E isso é tão bom, me faz tão bem.
Ai ai

Pra fechar o dia com mais felicidade, meu pai passou pela  tão terrível e temível e assustadorível consulta com entregas de mil exames de controle de um melanoma feioso que ele teve, e tá tudo muito bem, obrigada. Nem sinal da doença. Mais 3 meses de férias, curtindo a vida adoidado!

Ai ai
Ai ai
Ai ai!



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Agora eu tô!!!

Sim! É isso mesmo!

Tô grávida!!!!!

Fiz dois testes de farmácia sexta e o beta hoje!

É muita emoção, minha gente!

Tô feliz e apavorada.

Queria botar música, vídeo, recitar um poema, fazer uma coreografia sei lá,  pra deixar esse post mais bonito, mas tô sem paciência pra isso agora.

Coisa doida como me faltam palavras.
Tô com 5 semanas, beeem no comecinho.

SHHHHHHHH
ainda não tô contando, povo. É segredo, tá?

Ultra só daqui a 2 semanas, enquanto isso muuita felicidade e uma dose de medo.

Aaaaaaaaahhhhhhhhh! (repararam que eu grito baixinho?)

beijo beijo!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sobre aquilo que mexe

"Eu sonho com um momento que eu ainda não vivi, entende?
Um momento vazio na minha vida, pra eu preencher, não sei se com alegria ou com tristeza"  - Helio Leites

Vixi!  Lá nos idos de 1999, fui com amigos do grupo de teatro que eu participava pro Festival de Teatro de Bonecos de Canela. Fomos só assistir aos espetáculos, muitos e de todo canto do mundo. Tava um friooo terrível, 3 graus abaixo de zero e resolvemos passar  a noite no carro, que ficou estacionado em frente ao barracão onde tava acontecendo a festa do festival. Eu era jovem e mega disponível, tinha 18 anos e essas indiadas eram super divertidas, os  perrengues que a gente passava viravam histórias pra contar e rir depois. E essa viagem teve muitas histórias pra lembrar com carinho.

Foi nesse festival que tive a oportunidade de conhecer o artista-louco-criador-humano Helio Leites. Ele era um homem muito simples, mas que me encantou ao contar histórias lindas dentro de caixinhas de fósforos. Era convidado do festival, junto com uma senhora fofa, a Dona Efigênia, que fazia bonecos do que parecia lixo e contava aquelas histórias dos antigos, cheias de sabedoria e sensibilidade. Lembro que ela me deu uma menina montada num cavalo alado, feitos com pacotes vazios de bolacha recheada, papéis de bala e canudos.

Nunca mais fui ao festival, de boba, porque é pertinho e tem uma programação muito legal. E também nunca mais tinha ouvido falar desses artistas incríveis.
Até que esses dias vi esse vídeo do Hélio, que me fez ficar com os olhos marejados e sentir uma saudade tão grande de mim, de sentimentos e ímpetos que eu tinha (e tenho, mas que ficaram guardadinhos num cantinho e agora tão começando a fazer barulho de novo).

O que ele diz é tão simples, tão certo e tão bonito. O que ele faz é tão colorido, tão vivo, tão inspirador, que me dá um aperto gostoso no coração. E aí eu tenho que concordar com esse artista:

"Tristeza num certo sentido até que ela é boa. Ela faz você ver outras coisas que a alegria não deixa ver."




Quem quiser saber mais sobre esse povo lindo, é só visitar O BOTÃO

Quem achar que pensar a tristeza tem lá sua alegria, pode conhecer um projeto muito legal: http://www.thomastristonho.com.br/

sábado, 9 de abril de 2011

A tentatividade real - hohohoho

 Sexta à noite. Outoninho.Sem filhos.
 Tá blogando porque mulé? Não tá dando, pós jantar à luz de velas por quê?    

 Sei que tá rolando a blogagem coletiva sobre maternidade real. Adorei, li tudo e até contribuí antecipadamente com meu sonho suadinho (brigada  mister Jung pelo inconsciente coletivo). hohehahuajeshuakk - odiou essa minha risada? eu também.

 Mas vamos falar da vida real?
 De uma moça-menina-mulher-balzaca?

 Tá. Posso falar no máximo sobre a minha vida real.
 E nela, hoje:
- fiz um belo arroz de puta, apimentadooo
- tô mais feliz que pinto no lixo pq tenho (desde segunda) uma ajudante que vem 3, eu disse 3! vezes por semana na minha casa, que  tá parecendo uma UTI de tão limpa.
- tem uma fulaninha, incompetente e antiética falando mal de mim profissionalmente (pq é chinelona, desequilibrada e recalcada - que fique aqui o registro)
- tomamos, ok, tomei quase solita, una botella de vino ( e ele é o elixir da felicidade!)
- prefiro transar quando acordo, o que não significa necessariamente de manhã.
- blá blá blá blá blá blá  (o vinho tá peganuuu)

 Essa sou eu. Hoje, sem máscaras.
 Adoraria a cia de algumas de vocês pra bater um papo, tomar um vinho e comer um chocolate.
Isso! Vou pegar um chocolate!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Durmo, logo sonho

Pois é, pois é , pois é
Quem me conhece sabe o quanto sou boa de cama. Durmo que é uma beleza. Sem estresse quanto a barulho, luzinhas, cama diferente... e é raro um problema me tirar dos braços de Morpheu.
A única restrição é o meu relógio biológico, que não contribui pra que eu durma cedo, desde criança.
Sou totalmente morcega,  amo dormir de manhã, embora o mundo me taxe de preguiçosa (rá, quero ver essa gente funcionando de madrugada tão bem quanto eu. São uns chatonildos que antes da meia noite já tão bocejando no barzinho).
E de manhã, juro que minha cama (ou é o marido?) me abraça, joga a pena por cima de mim e fala no meu ouvido de mansinho  "aah, fica mais um pouquinho... só mais umas horinhas..."

Enfim, tudo isso pra dizer que AMO dormir e sonho que é uma beleza. Meu inconsciente é um super roteirista, diretor, figurinista, continuista... são sempre tantas emoções (das melhores e das piores)!

Pra vocês terem uma idéia já sonhei que eu era uma sacola plástica que voava pela cidade.
Já sonhei que eu era a Maya daquela novela indiana (afff, nem via a novela, mas confesso que foi ótemo ser a Juliana Paes por uma noite, com o Raji ainda. Arebaba!).
Já sonhei que eu e o Cid Moreira fomos brutalmente assassinados -  eu levei um tiro na nuca que atravessou minha cabeça e pegou no meio da testa do Cid - que estava dentro da televisão, apresentando o Jornal Nacional.
Fora os sonhos mais profundos, que acredito que possam até ter sido viagens astrais mesmo...

Pena que na maioria das vezes esqueço o sonho assim que levanto.
Mas tá, essa noite lembro que sonhei que tava indo morar num Kibbutz em Israel (não tenho origem judaica) e depois, num outro sonho eu tinha um bebezão - siiiiim, de novo o baby papo, porque afinal de contas, sobre outras coisas eu falo o dia inteiro em outros lugares.

No post anterior em contei que já tive alguns sonhos em que eu era mãe. Todos foram bem intensos. Ou eram desesperados, ou ansiosos, ou horripilantes, amorosos, apaixonantes, felizes...
Pois bem. Nesse, o bebezão tinha perto de um ano (talvez um pouco mais) e tava no meu colo. Sei lá pra onde a gente tava indo. Sei que o marido ia na frente, carregando algumas coisas e me apressando e eu ia caminhando meio destrambelhada, cansada, desarrumada, segurando o nenê e mais umas bolsas. Aí o nenezão simplesmente puxa meu peito com tudo pra fora da blusa e começa  a mamar. Não tava esperando aquilo naquele momento, meu tronco foi pra frente, desequilibrei, quase caí. Aí me recompus, ajeitei o peito e o nenezão e seguimos caminhando e mamando e seguindo o maridão, apressados pro tal destino que não sei qual era.

Acho que esse sim, foi o sonho mais bizarramente real que já tive sobre maternidade. Não tinha glamour, euforia, nem desespero, medo, nada. Eu tava meio suada, o nenezão era lindo mas tava meio sujinho e com fome. Eu sentia que a fralda tava cheia. A gente tava com pressa, carregando coisas, depois de um dia cheio de não me lembro o que, indo pra sei lá onde. Era uma cena comum comum do dia a dia do povo brasileiro.
Diferente de qualquer comercial de família feliz, e isso não quer dizer que não éramos felizes. Mas não era um momento encantado. Mesmo.

De tarde, quando lembrei do sonho eu ri.
E agora tô rindo de novo.

E pra não dar nenhum tom profético pros meus sonhos maternos dos últimos tempos:
hoje eu menstruei.
Bem no dia dos bobos!

E sabe qual foi a minha reação?
Eu ri!
Ri com vontade, porque as vezes eu acho tudo muito engraçado!
                                         
:D







segunda-feira, 21 de março de 2011

Momento recaída

Sim, sim... eu sei que falei que ia tirar a camiseta de tentante. E tirei. Tô praticamente de topless (safadenha).
Mas isso não quer dizer que eu não pense mais em ter um filho. A diferença é que esse não é o único pensamento que reside na minha cabecinha (viva!) e que não fico mais olhando o calendário, contando e recontando os dias.
Entretanto, o que acontece é que mesmo que eu não pense, eu sonho!
E fazia taaanto tempo que eu não sonhava com isso...

Esse final de semana eu sonhei. Na verdade eu lembro de uma cena bem curtinha: tava o marido sentado no chão do quarto,com nosso filho no colo, fazendo aquelas brincadeiras de fingir que vai deixar o bebê cair, que eles adoram, sabe? Então eu chegava e entrava na brincadeira, apertava e beijava aquele bebê imensamente fofo, que ria, ria. E a gente também ria, no melhor estilo de propaganda de banco (repararam que as atuais famílias felizes não tem mais comido margarina?)
 Ai, ele era tãão lindo. Mega bochechudo, gordinho, só de fralda. Delícia cremosa! E eu amava tanto ele!

Não acordei triste, nem feliz, nem nervosa, nem irritada... só com uma sensaçãozinha boa.

Aí agora o o sonho voltou na minha cabeça,  e lembrei exatamente do cheirinho, da carinha dele, era um menino de uns 6 meses, no auge da fofurice, cheio de dobrinhas e celulites. nham nham nham

Não costumo sonhar que sou mãe e acho que de sonhos bons, contando esse, tive só 3.

Antes eu sonhava bastante, mas eram sempre sonhos bizarros. Isso na época que não queria ter filho logo.
Em um deles eu tinha um bebê tão, mas tão pequeno que eu carregava numa caixa de fósforos, dentro da bolsa pra não esquecer. Meio David Lynch.
Em outros eu acabava esquecendo o pobre rebento, horas ou dias sem mamar, trocar, pegar, olhar. Um horror! Aqueles pesadelos horríveis! Alguém perguntava dele e eu lembrava: meu deus! é mesmo! tinha esquecido!!  e saía correndo, morrendo de culpa e medo do que poderia ter acontecido.

Quando tive o primeiro sonho bom, foi muito bom. Era muuuito amor! E eu acordei louca de saudades daquele bebezinho.
Acho que foi por essa época que resolvi que queria engravidar. Pensei bastante, o desejo foi crescendo, conversei com o maridão e resolvemos deixar rolar.

O segundo sonho bom foi quando eu tava grávida, mas já desconfiava que as coisas não iam bem. Aí era uma menininha recém nascida e eu tava tentando amamentar. Minha mãe e minha vó tavam junto, me ajudando, até que eu consegui, acho que levaram alguns dias, não sei ao certo. Esse sonho foi bom, eu amava  muito a bebezinha, ela era super saudável, mas tinha uma angústia e uma mensagem de esperança estranha, que não sei explicar. Deve ser pelo momento que eu tava vivendo. Mas era como se dissesse que mesmo não dando certo daquela vez, daria certo um dia.

Depois nunca mais tinha sonhado. Até esse sábado!

O bom de conseguir focar em outras coisas é ser pega de surpresa por esses sentimentos e se deixar levar um pouquinho...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Você tem medo de dizer eu te amo?



Esse videozinho é velho, mas não é a coisica mais fofinha do mundo?

O que é a carinha dele de surpreso no final?

Ai, esses meninos, tsc tsc tsc

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eu atraio loucos!

Eu já li sobre isso em vários blogs e agora chegou minha vez!

De vez em quando dou uma olhada naquela parte das estatísticas pra ver a quantas anda o movimento do brógui. Mas nunca aparecia nada naquela parte das palavras chave.
Eis que agora tá aparecendo. E eu me diverti bastante!
Tentei entender a lógica do google, mas desisti. Vai ver a lógica dele é a mesma que a minha, ou seja, praticamente nenhuma.

Mas bem, vamos lá!
Alguéns (bem estranhos) chegaram até aqui pesquisando coisas assim:

  • imagens de manicure - só se for imagem mesmo. assim ao vivo, de carne, osso e alicate de cutícula, faz tempo que não vejo...
  • o que era seu agora é meu  - ei! quando eu disse isso? credo!
  • jogo do copo pra saber se vou ter muito dinheiro  - olha, não lembro do Ulysses Guimarães ter comentado a respeito...
  • ontem pensei que a maldição - hua hua hua hua hua  (pensa num tom de bruxa, tá?)
  • você apareceu como um anjo em minha vida e mudou ela  -  ufa, essa tá breguinha, mas deixou o clima mais leve!  
  •  meu primeiro amor eu sei que o vento levou -  o vento? tem certeza que foi o vento? hum, sei não...
  • tenho que pular quatro - ei espera, não vai ainda! quatro o que? pra que? é simpatia pra engravidar? conta aí!
  • enfiei pipoca no olho - qual olho? er, bem, hum... ok. não precisa contar.


O Senhor Google considera o Agora eu era... um blog meio pesadinho, né?
Tirando a manicure, podemos dizer que ela tá até meio sobrenatural.

E eu que tava achando que essa história de blog tinha perdido a graça...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A volta da que não foi

É eu sei que sumi daqui e nem sei se quero voltar.

Explico. Essa vida de tentante, esse termo "tentante" não é pra mim. Nada contra a classe, muito pelo contrário. Mas eu sou muito mais do que isso (e todas são). Se fico nesse papo, se não largo essa cachaça, fico louquinha da Silva. E eu não sabia disso até me olhar no espelho e quase não me reconhecer. Até olhar a parte de calendário da minha agenda do ano passado e ver os dias contados e recontados. Até começar a me achar a pessoa mais chata do mundo. Até começar a me achar infeliz por não ser mãe.

Ah não! Infeliz eu nunca fui.

Stop Ferna! Stop!

Foi bom (e ruim, mas foi bom sim, confesso) enquanto durou. Mas não dá mais.
Não pode ser esse o assunto que domina meus pensamentos full time, porque eu não sou assim e nem quero ser. Porque há muita coisa acontecendo além da minha vontade de ter um filho.

Por isso e por outras coisas, os primeiros meses desse ano foram os mais diferentes de todos os primeiros meses dos anos já vividos. Passei por uma crise braba, daquelas de rever tudo na vida. E fiz do limão uma caipirinha. Só espero não ter uma ressaca braba.

Sabe aquele papo de curtir a vida adoidada antes de ser mãe? Então. Tô no clima. E tá sendo bem divertido e natural. Aquela alegria, empolgação que eu tinha antes de engravidar, voltaram. De uma outra maneira.. Mas acho que minha fase blasé 2010 passou. Ufa!

2010 foi um ano estranho. Muita coisa aconteceu dentro de mim, mas por fora, tenho a sensação de que ficou tudo em stand by. E na verdade não ficou né? O mundo gira...

Então, chegou a hora de reassumir as rédeas da minha vida (e agora me imagina em cima do cavalo de fogo, aquele do desenho que passava na Xuxa)


E embora esse texto pareça bem resolvido (ui, parece?), digo que não foi uma decisão fácil.
Enxergar doeu, decidir doeu e agir não é das tarefas mais simples. A gente se acomoda até no sofrimento...
Mas é que nem quando o sedentário (tipo eu) resolve começar a fazer exercício. Nos primeiros dias dói, é bem complicado descer escadas, mas a dor é boa, lembra que veio do esforço e que se tiver persistência vai valer a pena.
Ok, eu percebi que essa metáfora tá bem boboca, mas eu fiquei quase dois meses sem postar nada. Releva...

Obrigada, de coração, as meninas fofas que me mandaram recadinhos, e mail, perguntando se tava tudo bem. Fiquei toda felizinha!

Volto a escrever quando tiver assunto, mas estarei por aí, visitando vocês (na verdade sempre estive).